Wednesday, April 30, 2008

Escola do Futuro

Para finalizar as minhas pequenas reflexões, levanto a questão de no futuro não haver necessidade de professores. Ouvem-se vários rumores neste sentido. É verdade, que já existem aulas virtuais, os alunos podem e devem ser construtores do próprio conhecimento, fazendo um bom uso da informação que a internet oferece. Então, para quê a escola e os profesores?
O Ser Humano é muito mais que um computador, ou que uma enciclopédia – é uma Pessoa. Não basta ao indivíduo a aquisição de conhecimentos, senão vamos ter indíviduos informados, mas mal-formados. O Ser Humano não pode prescindir da socialização com os seus pares e outros, como também das experiências que só podem ser vividas e sentidas. Um sistema educativo deve garantir o acesso do estudante a várias culturas e a um modelo de socialização saudável.
O espaço – escola continua a ser o lugar apropriado para a aquisição destas competências, assim como, o professor continua a ser o profissional mais legítimo para fazer a triologia entre tecnologia, conhecimento e valores.
Partindo da tecnologia, que se apresenta aos olhos dos alunos de uma forma atractiva e onde  sentem prazer a utilizá-la, para o conhecimento – através da pesquisa. Transversalmente, os valores vão sendo adquiridos, questionados, seleccionados… “construindo” assim indivíduos construtores de conhecimento bem- formados.
Para concluir, o professor mais do que transmitir conhecimento, deve ser um bom gestor e orientador de conhecimento, de valores e atitudes
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Wednesday, April 23, 2008

Informática

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Tuesday, April 22, 2008

O computador e a aprendizagem

Está mais que comprovado que o modelo de ensino – aprendizagem baseado em teorias “behavioristas”, em que o professor se limita a transmitir conhecimentos é o grande responsável pelo insucesso da maioria dos alunos. Este ensino tradicional continua a prevalecer nas nossas escolas. Com a entrada dos computadores nas escolas, é importante que se comece a alterar as práticas na sala de aula.
Infelizmente, verifica-se que muito pouco mudou, pois utiliza-se o computador usando o modelo tradicional. As crianças limitam-se a realizar jogos didácticos que não passam de repetições como forma de os ajudar a memorizar mais facilmente.
O computador é um instrumento de trabalho precioso para que o aluno construa o seu próprio conhecimento (construtivismo). A internet é um recurso muito importante, na medida que permite à criança explorar os assuntos que mais lhe interessa e quanto mais vai conhecendo, mais curiosidade vai ter para aprofundar os seus conhecimentos, ou levantar novas problemáticas. Este processo deve ser sempre  acompanhado por um adulto, seja um elemento da família, seja o professor. Claro que o ideal seria ser acompanhado por os dois agentes educativos, pois complementariam-se fazendo a articulação escola – família. 
Para além dos benefícios que o aluno retira, desta parceria, a nível cognitivo, ele vai retirar, também, muitas vantagens a nível emocional.
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Monday, April 21, 2008

Globalização e regionalismos

As novas políticas educativas apelam para o contexto de aprendizagem, ou seja, o professor deve atender ao meio onde o aluno está inserido. Partir da “sua” realidade próxima, que é aquela que ele conhece, para abordar outros conhecimentos. Qual será a realidade que hoje em dia as nossas crianças conhecem? Será a do bairro, ou a da rua, ou a da cidade? Os nossos alunos, hoje em dia, passam muitas horas por dia em frente ao televisor e à internet. Parece-me que os jovens absorvem muito mais as realidades que estes meios de comunicação apresentam, do que qulaquer acontecimento, que se passe geograficamente perto deles. Sendo assim, o contexto onde o aluno está inserido, não é motivador, nem é a alavanca para a aquisição de novas aprendizagens.
Sintetizando: O professor deve fazer uma análise muito profunda , no sentido de descobrir os interesses dos alunos. Esta tarefa é extremamente complicada, pois o meio envolvente, em muitas situações, significa pouco para a geração digital. Provavelmente, alguns alunos até conhecerão mellhor a realidade política, económica e social de outros países, do que do seu próprio país.
Nesta perspectiva, deparamo-nos com uma dicotomia: Por um lado, o alargamento do conhecimento, por outro, a degradação das culturas regionais.
Penso que o professor tem um papel muito importante, no sentido de articular os vários conhecimentos, com a realidade geográfica do aluno, pois as culturas regionais são de extrema importância no reconhecimento da identidade do indivíduo.
Este é só mais um desafio…
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Tuesday, April 15, 2008

Tábua rasa

Nos dias de hoje falar em alunos “tábua rasa” é uma expressão cada vez mais desprovida de sentido. Ao longo dos tempos, os profissionais da educação partiam deste príncipio para leccionar as várias matérias, às quais estavam incumbidos de fazer, na maioria das vezes, recorrendo à memorização, mecanização… sem atribuirem qualquer valor aos conhecimentos que os alunos traziam para a escola. Concerteza, que estes eram muito ricos!
Actualmente, graças à tecnologia da informação, as crianças chegam à escola com vastos e variadíssimos conhecimentos, informações e vivências.
Estas experiências de vida arrastam consigo todos os problemas em que a sociedade está inserida, pois a escola faz parte dessa mesma sociedade. Então, assistimos ao aumento das assimetrias sociais, à alteração da composição étnica na maioria dos países, migrações para grandes centros,etc.
Esta realidade será que obedece à famosa expressão “Educação para todos”? Não terá a escola de oferecer recursos multimédia, para que todos tenham as mesmas oportunidades? Ou estamos a construir um sistema educativo só para alguns? Não estaremos a abrir uma fenda entre o rico e o pobre?
Sabemos que a heterógeneidade pode ser uma mais valia na construção do conhecimento. Mas será que o acesso limitado (geralmente de classes desfavorecidas) à informação não vai aumentar ainda mais a discrepância cultural?
Será que os mais desfavorecidos se vão sentir bem num grupo, onde se fala uma linguagem que eles simplesmente não conhecem (informática)?
Deixo estas questões para reflexão!
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Tuesday, April 8, 2008

Sociedade de informação e a escola

Estamos a viver uma transformação brutal da sociedade. Algo que toda a gente se apercebe, mas parece que nada muda em termos de educação. As escolas, de hoje, são basicamente iguais às escolas que nós frequentámos enquanto crianças. Esta situação apresenta-se-nos duma forma bastante complexa, pois verifica-se uma disparidade entre a sociedade em geral e a escola. Continuamos a “fechar os olhos” a esta dicotomia. As brincadeiras desta geração já não são iguais às de outros tempos. Enquanto jogávamos à ”macaca”,à “corda”…; actualmente, as crianças distraem-se, passando horas a jogar variadíssimos jogos de computador…, alterando assim o universo simbólico das mesmas. Este facto conduz cada vez mais ao afastamento dos jovens em relação à cultura da escola e também da família.
Este é um problema que afecta tanto os professores , como as famílias. Cada vez mais, penso que é pertinente aproximar a família da escola. Esta articulação é essencial paras que se possa intervir, promovendo pedagogias inovadores e motivadoras que despertem o interesse dos alunos, pois a escola nestes moldes já não lhes  desperta curiosidade pelo saber. Com a nova tecnologia a informação chega ao aluno por todos os lados, de uma forma muito mais atraente do que a informação que o professor transmite na escola. Os meios audio-visuais, na minha perspectiva, são os grandes responsáveis por esta situação. Então é por aqui que podemos actuar em articulação com a família. O acompanhamento e orientação dos pais é fundamental e nunca foi tão importante.  A selecção de informação é a chave para o sucesso do indivíduo, tanto a nível cognitivo, como ser humano.
Para além desta recolha de informação, é importante alterar as pedagogias na sala de aula. Para a minha próxima intervenção, partirei do princípio que os alunos não são “tábuas rasas”.
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